05 março 2012

The Heartbeats of One Direction - XXII Capítulo


INÊS

  Quando saí de casa de manhã, fui apanhar o autocarro. Quando cheguei á clínica, estavam a minha espera o Director da clínica, e o Kevin, quem me irá acompanhar durante o meu estágio.
  - Bom Dia, Inês! – Disseram o Diretor e o Kevin.
  - Bom Dia! – Eu estava ansiosa por começar.
  Entrámos para conhecer as instalações. Depois fui vestir a bata branca e comecei o meu estágio. Estava a adorar! Eles ensinaram-me e deram-me dicas para melhorar o meu desempenho.
  - Inês, já esta na hora de tu ires embora! – Informou-me o Kevin.
  - Já são 18:30h? – O tempo tinha passado tão rápido.
  - Sim já! Amanha há mais!
  - Então até amanhã! – Despi a bata e fui em direcção á paragem para apanhar o autocarro para ir para casa.
  Estava distraída a ouvir música quando sinto o meu telemóvel a vibrar. Era o Louis…

  # CHAMADA ON #

  - Louis!
  - Olá fofinha! Olha, já sais-te do estágio? – Perguntou-me ele com a sua voz doce.
  - Sim já! Vou agora para casa, porquê?
  - Porque não podes ir para casa! – O que é que ele estava a querer dizer com aquilo?!
  - Então? – Perguntei eu.
  - Vens cá ter a casa, por dois motivos. Primeiro, porque estou cheio de saudades da minha namorada e em segundo, a Ana ligou ao Harry a dizer que tinha de falar com todos nós. – Depois do Louis dizer «a minha namorada» acho que corei… Não estava habituada.
  - Oh que querido! Esta bem, vou para ai agora. Beijinhos. – Desliguei a chamada e entrei no autocarro.

  # CHAMADA OFF #

  O que seria que a Ana queria falar com todos nós? Quando saí do autocarro ainda tinha de andar cerca de 15 minutos até chegar a casa do Louis e do Harry. Estava tudo a correr bem, apesar do frio. Mas a certa altura começou a chover… Cheguei a casa deles encharcada, até pingava. Toquei á campainha e quem me veio abrir a porta foi o Niall.
  - Rapariga, o que é que te aconteceu? – O Niall estava chocado com a minha figura.
  - Começou a chover… - Eu estava gelada e molhada.
  - Entra rápido! – Pediu-me ele.
  Entrei, e ficaram todos a olhar para mim. Reparei que faltava a minha irmã, que ainda não tinha chegado. O Louis levantou-se do sofá e veio logo ter comigo.
  - Então, fofinha? - Ele sorriu.
  Eu não abri a boca, apenas sorri.
  - Vem comigo lá acima. – Pediu-me ele.
  Subimos os dois e fomos até ao quarto do Louis. Nunca tinha lá estado sozinha com ele. Foi estranho mais bom…
  - Aqui tens esta roupa para vestires enquanto a tua esta molhada. – Disse ele enquanto colocou uma T-shirt e umas calças de fato de treino dele em cima da cama.
  - Obrigada. – Sorri.
  Fui até á casa de banho que era dentro do quarto para trocar de roupa. Quando saí, o Louis olhou para mim e começou a sorrir.
  - Ficas linda com essa roupa!
  - Obrigada! – Acho que corei.
  Enquanto eu fui trocar de roupa, o Louis foi pôr a minha roupa a secar na janela.
  - Vamos descer? – Perguntei eu.
  - Sim vamos!
  Saímos do quarto e descemos as escadas. Quando chegamos á sala já lá estava a Ana e a minha irmã, que olharam para mim com uma cara estranha.
  - Que roupa é essa? – Perguntou a minha irmã.
  - É do Louis, eu apanhei uma molha e tive de trocar de roupa! – Começaram-se todos a rir. Não percebi o motivo. Enfim, coisas do Niall, já se sabe como são!
  - Está bem! – A minha irmã ficou convencida.
  Eu e o Louis sentamo-nos no sofá lado a lado. Finalmente!
  - O que é que nos querias contar, Ana? – Perguntou o Liam.
  A Ana levantou-se do sofá e foi buscar umas revistas á mala.

ANA CRISTINA

  Entreguei as revistas ao Zayn, ao Louis e ao Niall. Eles começaram a olhar para a capa.
  - Meninas, lamentamos muito... – Disse o Harry com um ar preocupado.
  - Não tens de lamentar, nós de certa forma quando nós soubemos quem vocês eram e quando começamos a namorar com vocês sabíamos que isto podia acontecer. – Disse a minha irmã Raquel.
  Eu fiquei a olhar para aquilo sem dizer nenhuma palavra.
  - Pois, mas de qualquer forma isto não é muito agradável para vocês, nós sabemos disso. – Continuou o Liam.
  - Vamos esquecer isto, meninos Quanto mais importância lhe dermos, pior. – Disse eu.
  Nenhum deles disse nada.
  - Como é?! Nós estamos felizes ou não? – Perguntou a Inês.
  - Sim estamos, mas… - O Louis não acabou a frase.
  - Mas nada! Vamos esquecer isto? Pelo menos façam-no por nós as três. – Pediu a Inês.
  - Está bem! – Concordaram todos.

INÊS

  Como ainda era relativamente cedo (20:30h) ficamos pela sala a ver TV. Finalmente podia sentir o calor humano que vinha do corpo do Louis, ele era realmente um amor. Estávamos todos a ver um programa que estava a dar na televisão. Eu estava cheia de sono e encostei-me ao Louis e deixei-me dormir.

LOUIS

  - Pessoal, já viram as horas? – Perguntou a Raquel preocupada.
 - De facto já é tarde. – Concordou o Zayn.
  - É melhor irmos andando para casa. – Disse a Ana.<

  - Nem pensar nisso! – Disse o Harry.
  - Ficam cá, está bem? – Pediu o Niall.
  - Mas… - Não deixei A Ana acabar.
  - Mas nada… E para além disso lá fora está frio e a chover. – Disse eu.
  - E a Inês também já se deixou dormir. – Disse o Liam.
   Depois destas afirmações, a Ana e a Raquel ficaram convencidas e concordaram em ficar. Combinamos para onde é que cada um iria dormir. A Raquel ficou com o Zayn num dos dois quartos de hóspedes que já estavam finalmente prontos. O Liam e o Niall foram para o outro quarto de hóspedes, que tinha duas camas. O Harry foi com a Ana para o dele e eu fui com a minha princesa Inês para o meu quarto.
  - Até amanhã! – Dissemos nós em coro.
  Cada um foi para os seus quartos. Eu peguei na Inês ao colo e levei-a para o quarto.

INÊS

  Senti alguém a pegar-me. Quando abri os olhos vi que era o Louis.
  - Oh acordas-te… - Disse-me ele a sorrir.
  - Para onde me levas? – Perguntei eu cheia de sono.
  - Para o meu quarto, hoje ficam cá a dormir. E não te preocupes com a Ana e a Raquel, que elas também já se foram deitar. – Achei óptima ideia a de ficar a dormir em casa deles.
  Quando chegámos ao quarto, o Louis deixo-me em cima da cama e pediu para me deitar.
  - Queres que me deite contigo na cama ou preferes que fique no sofá-cama? – Perguntou-me ele, super envergonhado.
  - Que pergunta! Como é óbvio: vens deitar-te aqui na tua cama! – Sorri-lhe.
  Senti que lhe tinha tirado um enorme peso de cima. Ele tirou a roupa e ficou só em boxers. Eu fiquei a olhar para ele, maravilhada.
  - Porque é que estás a olhar para mim assim? – Perguntou-me ele a rir.
  - És perfeito! E eu amo-te!
  Ele nem respondeu, veio ter comigo e deu-me um beijo apaixonado e deitou-se ao pé de mim.
  - Boa noite, amor. – Disse-lhe eu.
  - Boa noite princesa! – Beijou-me.
  Ele abraçou-se a mim para me aquecer, porque eu estava gelada como é normal. Deixei-me dormir agarrada a ele. No dia seguinte, acordei com o meu telemóvel a tocar. Era da clínica.
  - Bom dia Inês, desculpa telefonar tão cedo. – Era o diretor.
  - Bom dia, não faz mal… passa-se alguma coisa?
  - Não, era para saber se em vez de vires de manha, se podes vir á tarde.
  - Sim posso não há qualquer problema! – Disse eu. Era mesmo isto que eu queria.
  - Então até logo e obrigada.
  - Até logo. – Desliguei o telemóvel.
  Quando olhei para o Louis ele já estava acordado.
  - Bom dia! – Ouvir aquela voz logo pela manha sabe tão bem!
  - Bom dia! Era da clínica, pediram-me para ir só á tarde!
  - Quem Bom! – Disse o Louis.
  Voltei a deitar-me e fiquei ali no quentinho com o Louis mais um bocadinho. Só o frio que estava lá fora não convidava nada a sair dali.

The Heartbeats of One Direction - XXI Capítulo


ANA CRISTINA

  Assim que acordei, senti um aroma agradável a pão acabadinho de fazer que a Inês tinha ido comprar de manhã bem cedinho, quando se levantou, como já não havia mais cereais. Eu e a Raquel tínhamos ficado de ir às compras logo á tarde, para abastecer o frigorífico.
  Sai da casa de banho, com o cabelo ainda por secar, quando ouvi um tilintar de chaves a baterem umas nas outras.
  - Já estás de saída? – Perguntei á Inês que se preparava para sair.
  - Claro! Hoje começo com o estágio e tenho de lá estar a tempo e horas.
  - Boa sorte, então. – Agradeceu e saiu, bastante contente com a nova oportunidade que a esperava, também estava muito feliz por ela. Quem me dera que um dia destes me surgisse uma oportunidade assim.
  - Ana, despacha-te se queres que te leve até á escola! – Gritava a Raquel do cimo das escadas, enquanto eu ficara parada com as mãos na chávena de café com leite entre a mesa e a boca, a pensar no meu futuro.
  - Oh, desculpa. Estava distraída… - Depois de comer, corri para a casa de banho de novo, onde escovei os dentes, maquilhei-me e estava pronta para sair.
  Quando lá chegámos, a Raquel estacionou o carro em frente ao portão principal da escola. Não queria que ela se atrasasse mais por minha causa, então despedi-me dela e saí apressadamente em direção ao pátio principal.
  - Olha é aquela! – Ouvi alguém sussurrar um tipo de frase daquele género. Olhei para ver de que se tratava e reparei que era de mim que estavam a falar. Aproximei-me.
  - Sim? Algum problema?
  - Não, nenhum… - Responderam-me timidamente. Nas costas traziam escondidas várias revistas.
  - Posso ver o que é? – Lentamente, entregaram-me as revistas para as mãos.
  Fiquei chocada, de boca aberta a olhar para a imagem de capa. A primeira dizia ‘’Harry Styles tem nova namorada’’ e segunda dizia ‘’One Direction e novas amigas?!’’, a última continha o título ‘’Romances misteriosos entre os gatos [One Direction]’’ Estariam a gozar com as nossas caras? Ninguém tinha o direito de se envolver e remexer na nossa vida privada.
  - Hei, emprestam-mas por um dia? – Acenaram que sim. – Prometo que as devolvo.
  O toque da campainha soava a primeira aula. «Que seca» pensei, lá ia eu para mais uma abominável aula de Biologica. Mas porque raio me inscrevi neste curso?! Mal podia esperar que desse o toque para o final da aula, para correr a contar as novidades aos rapazes.

01 março 2012

The Heartbeats of One Direction - XX Capítulo


RAQUEL

  Estava um tempo horroroso lá fora e estávamos a uma semana de Outubro. Pelos vistos, aqui o tempo é bem furtivo. O que me valia dentro de casa era o calor da lareira que, sinceramente não dava para nos aquecer a todos; e o calor humano vindo do meu namorado que me aquecia para que não tivesse frio.
  - Inês, porque é que estás aí no chão gelado se há aqui um lugar no sofá? – Perguntava-lhe o seu melhor amigo que, por acaso, até era o melhor amigo do Louis.
  - Hum, deixa estar, estou bem aqui. Obrigada. – Estava resposta não era costume vindo dela, conheço-a como ninguém e sei, quase de certeza, que só não se sentara connosco no sofá, porque o único lugar disponível era o do Louis. E esta, na noite anterior, confessara-me que estava confusa quanto aos sentimentos que sentia pelo Louis.
  - Louis, de que é que estás á espera, meu? – Sussurrava o Harry ao Louis.
  - Pois, nem eu sei… - O Louis ficara com um ar pensativo. – Talvez seja hoje!
  - Eu vou fazer um chocolate quente, alguém quer? – Nem mais nem menos. Quem nos propunha aquela ideia era o Louis.
  - Eu quero! – Responderam em coro: a Ana, o Liam e o Niall, seguindo-se uns segundos depois, Harry.
  - Para nós os dois também, por favor. – Para mim e para o Zayn.
  - E tu, Inês? – Perguntava-lhe o Louis.
  - Hum? – Estava a leste do planeta. – Ah, sim, eu também quero… Espera, eu vou contigo e ajudo-te.
  Finalmente ganhara coragem para o enfrentar. Será que é desta?

  INÊS
na cozinha
 
Parece que esta é a divisão preferida de todos, é lá que passamos a maior parte do tempo e onde temos as melhores e maiores conversas sobre tudo. É também o local ideal para se estar a sós com alguém, aprendi isso com os restantes membros da casa, até comigo.
 
- Onde é que tens o chocolate, que eu vou buscar. – Ofereci-me para fazer alguma coisa para o ajudar.
  - Na segunda prateleira do frigorífico. Vamos derreter essa tablete para ficar mais caseiro possível. Só assim se consegue fazer um bom chocolate quente. – Ensinava-me ele.
  - Hum, já estou a aprender alguma coisinha com o Master Chef de Cozinha Louis Tomlinson! – Brincava, para tentar harmonizar o ambiente.
  - Troca por troca [de informações]! – Rimo-nos, deu para descontrair. – Inês…
  - Louis? – Disse, enquanto este pousava o púcaro com o chocolate, no balcão.
  - Eu quero dizer-te uma coisa…
  - Eu também… - Acho que amanhã jogo no Euro milhões, só de adivinhar a possível coisa que me iria dizer. – Tu primeiro…
  - Eu gosto de ti… - Disse-mo tão baixinho que só consegui apanhar «Eu… ti»
  - O quê?!
  - Eu gosto de ti… - Repetiu, na mesma intensidade.
  - Desculpa, Louis, mas eu não estou a perceber…
  - Eu amo-te! – Olhei para ele no mesmo momento em que ele olhava para mim. Aquilo tinha-me tocado no coração com uma força inexplicável que quase me queria sair pela boca. Estava perplexa a olhar para ele. Os seus olhos azuis, os mais lindos que alguma vez tive a ousadia de poder ver, diziam-me «E então…?» e eu continuava na minha.
  Nem lhe dei tempo para que ele me perguntasse aquilo que os seus olhos lhe diziam. Acho que os meus refletiam «Eu também!». Aproximámo-nos. Juntei-me a ele; agarrei-lhe com a mãe esquerda na cintura e a direita junto ao peito. Ele colocou as suas duas mãos em volta da minha cintura e mais tarde aproximaram-se da minha face. Olhamos um para o outro e beijámo-nos. Beijamo-nos e continua-mos a fazê-lo, até nos aperceber-mos de que estávamos a demorar um pouco de mais. Parámos.
  - Namoras comigo? – Perguntou-me.
  - Já não era sem tempo. – acabei a frase beijando-o. Continuámos a fazer os chocolates quentes.
  Com estes já feitos, voltámos para a sala, para junto de todos ao que anunciámos a grande novidade ao pessoal.
  - Eu e o Louis… - Pausei. Olhei para ele com ar apreensivo mas logo a seguir, continuei. – Namoramos!
  - Uau! Já não era sem tempo! – Gritou o Harry, eufórico.
  - Foi exatamente o que ela disse. – Falou o Louis.
  - Vamos comemorar com os nossos chocolatinhos? – Perguntava o Niall, desejoso de provar os nossos chocolates. Deu o primeiro gole. – Hum, que sabor a paixão!
  Demos uma gargalhada geral. Passados uns 45min, resolvi intervir:
  - Bom, meus fofos, isto por aqui está muito animado, mas nós temos de ir. Pelo menos eu, que amanhã tenho de me levantar bem cedinho para ir á clínica tratar de todos os pormenores. – Informei-lhes de tudo o resto.

Os três casais despediram-se carinhosamente e as raparigas voltaram para as suas casas.

The Heartbeats of One Direction - XIX


INÊS

  Enquanto a Ana e a Raquel foram para a escola, eu fiquei em casa. Estava no quarto deitada na cama a olhar para a rosa vermelha que o Louis me tinha dado. «É realmente linda!» pensei. Naquele momento estava bastante pensativa... Qual seria a razão para ele me ter dado a rosa? De repente o meu telemovel começou a tocar.

# CHAMADA ON #

  - Olá! - Disse eu. O número era desconhecido.
  - Olá, daqui fala da clinica London Body Physiotherapy Clinic.
  - Ah sim...
  -   Achas que podes passar aqui hoje as 17 horas para acertamos os pormenores para o teu estágio?
  - Sim claro! De-me só a morada por favor. - Apontei a morada. - Então lá estarei!

#CHAMADA OFF #

  Assim que desliguei a chamada, como ainda era cedo e não tinha almoçado, fui até à cozinha fazer uma salada.
  Estava a ver a MTV e a certa altura passou uma música dos rapazes 'What Makes You Beautiful', a música era de facto linda e comei a cantar. Chegou a hora de ir até á clínica. Saí de casa para ir apanhar o autocarro. Quando sai do autocarro, estava a passar a estrada quando...
- Cuidado! - Ouvi alguém gritar, nao percebi quem era, mas pareceu-me a voz do Louis. Sinto alguém a puxar-me para trás. Caí no chão com a pessoa que me puxou. Olho para trás...
  -Foi por um triz que nao ías sendo atropelada! - Era o Louis...
  - Aí Louis... Obrigada!
  - Não tens de agradecer! Vá, tem calma já passou, nao estejas a tremer. - Pediu-me ele enquanto me ajudou a levantar do chão.
  - Obrigada! Nem sequer vi a mota que passou.
  - Ela ultrapassou o carro que parou para tu passares. - Ele olhou para mim a sorrir.
  - Vais para a onde? - Perguntou-me ele.
  - Vou para uma clínica ali ao fundo da rua, amanhã começo a estagiar!
  - Posso ir contigo?
  - Sim, claro! - Retribui o sorriso.
  Lá fomos os dois em direcção á clinica. Pelo caminho tivemos de parar para o Louis tirar umas fotos com umas fãs.
  A clínica era maravilhosa. Quando entrei fui muito bem recebida, claro que não passou despercebida a presença do Louis. Estivemos lá meia hora, pois foi só para saber pormenores para o dia seguinte. Quando saímos da clínica já eram 18:30h.
  O Louis tinha recebido uma mensagem.
  - O Zayn mandou-me uma mensagem a dizer que a Ana e a Raquel iam jantar a casa do Harry hoje, e perguntou se tu querias ir.
  - Sim, por mim pode ser! - Respondi.
  - Vamos agora para lá?!
  - Sim, claro! - Sorri-lhe.
  Apanhámos o autocarro e lá fomos nós. Quando chegamos a casa do Harry já lá estava toda a gente! Eu e o Louis vínhamos a rir.
  - Isso vai muito animado! - Começava o Niall na brincadeira!

  - Não comeces! – Pediu o Louis no gozo.
  - Boa Noite! - Disse eu. E depois comecei-me a rir.

  Cumprimentei-os e fui até á cozinha ajudar a minha irmã, a Ana e o Liam.
  Passados poucos minutos o jantar estava pronto! Fomos todos para a mesa e começamos a comer. Durante o jantar que a Ana e Harry trocavam olhares, a minha irmã e o Zayn também não se largavam nem por um bocadinho. Eu para variar continuava forever alone...
  Depois do jantar fomos todos para perto da lareira ver um filme. Sentaram-se todos no sofá, mas eu preferi sentar-me no chão.

28 fevereiro 2012

The Heartbeats of One Direction - XVIII Capítulo


ANA CRISTINA

  O Louis, que vinha ter comigo em meu auxílio, foi impedido pelas gémeas que quando chegaram ao quarto, pedi-lhes de imediato que regressasse-mos a casa, mas sem antes passar pelo quarto do Harry. Estava confusa, tinha de pensar no que se tinha passado, mas para isso necessitava da ajuda do Harry para que me fizesse esclarecer algumas dúvidas.
  Desliguei o Ipod – um bom instrumento que facilita o relaxamento nas horas de maior tensão, ou reduzir a ansiedade. – Levantei-me, com muito custo, mas a Inês lá me ajudou com o resto. Peguei nas malditas canadianas que eu odeio e lá segui em frente pelo corredor. Depois de bater á porta do quarto do Harry, uma voz rouca e profunda preencheu-me por completo, ao que abri a porta e entrei:
  - Hei, vamos embora agora, mas antes queria falar contigo. Podemos? – Não era só eu que me sentia baralhada.
  - Sim, claro! Não fazia sentido nenhum se não o fizéssemos… - Fez uma pausa. - … Ana, não consigo ficar desta forma, sem te dizer isto primeiro: eu sinto-me profundamente atraído por ti!
  Estava perplexa. Durante certa de cinco segundos não mexi um músculo. Aquilo que ele disse era mesmo verdade?
  - Como é óbvio, já deves saber o que eu sinto por ti… - Respondi-lhe.
  - Pelos vistos, todos sabem menos eu. – Não conseguia-mos olhar nos olhos um do outro, ao que este falava de novo, cabisbaixo. – Ana, gostas de mim?
  - Não!
  Ficamos os dois calados por uns segundos, novamente constrangedores. Notou-se claramente que o Harry fazia um esforço enorme para não lhe escorrerem as lágrimas de desilusão. Não fazia ideia de que era homem de se desfazer das ambições tão facilmente.
  - Eu amo-te! – Acabei por lhe responder. Automaticamente, ele respirou fundo, olhou para mim e sorriu-me, um sorriso que eu desconhecia. Era um sorriso puro, feliz e contagiante, dado que lhe sorri também.
  Os seus olhos verdes clarificaram-se nos meus, igualmente verdes. Levantou-se e aproximou-se de mim. Olhou-me como se eu fosse transparente e conseguisse ver os meus sentimentos. Beijou-me carinhosamente.
  Depois do beijo, que não sei quanto tempo durou, mas de certeza que levara uns bons minutos, descemos as escadas a sorrir, como crianças felizes que acabavam de sair do infantário. Levava-mos as mãos dadas, estávamos muito felizes.
  - Vamos? – Perguntaram as gémeas, em coro. Abrindo-lhes a porta, o Liam abraçara a Raquel amigavelmente, confiavam muito um no outro, não fossem estes melhores amigos.
  - Ah, quer dizer: abraças aí o teu queridinho e de mim nem te despedes? – Refilava o Zayn, que estava ao meu lado. Amuara, literalmente, sentando-se de novo no sofá. Esta correra a seu encontro beijando-o como se não houvesse amanhã.
  - Achavas mesmo que alguma vez eu me iria embora sem me despedir de ti, meu parvinho?
  - Ainda nem foste embora e eu já estou com saudades!
  - Que mentiroso…
  Quanto á Inês, podia dizer-se que se encontrava forever alone, enquanto caminhava em direção ao carro. Tive de me desviar, pois o Louis atravessara a sala a correr.
  - Inês! – Chamou-a. Ela olhou para trás, quando o viu, junto a si, corpo a corpo.
  - Toma, é para ti. – O Louis entregou-lhe uma rosa vermelha que me havia confessado que de manhãzinha se tinha levantado de propósito só para a ir comprar.
  - Oh, que querido, Louis. Obrigada! – Abraçaram-se os dois. Que casalinho mesmo fofo, só é pena não se declararem, seriam muito mais felizes assim.

  Ora então cá vamos nós, enfrentar a segunda semana de aulas. Ainda por cima levantei-me com uma dor de cabeça horripilante: sinal de dia negativo. Oh, não… Ontem: o melhor dia da minha vida… Hoje, aí mãezinha, o que é que vinha daí?!
  Encaminhava-me para a primeira aula, Matemática. Estarão a gozar comigo? Matemática… Oh, meu deus… Com esta dor de cabeça, a única coisa que eu devo conseguir ver devem ser as raízes quadradas a cirandar á minha volta!
  Finalmente, primeira parte da manhã: superada. A minha dor de cabeça passara, felizmente.
  Não me estava nada a apetecer ir a casa, ainda estava um pouco longe e não tinha assim tanto tempo, ao que resolvi ligar ao Niall.
 
Chamada On
  - Niall, meu querido… Já almoças-te?
  - Não, ia agora ligar ao Liam a perguntar por onde é que ele parava, para ver se queria vir almoçar comigo ao Burger King. Queres vir?
  - Oh, se não te importares… Não me convém ir a casa agora.
  - Claro que não me importo. Vem ter comigo á porta da estação do under ground mais próxima da tua escola, que nós já passamos por aí.
  - Até já.
 
Chamada Off
 
  Esperei durante cinco minutos até avistar o carro do Niall. Este parou-o, para eu entrar e dirigimo-nos até ao restaurante. Á porta estava uma legião de fãs, impressionante!
  - Meninas, vão-me desculpar, mas estou com uma fome descomunal, a sessão pode ficar para depois de almoço?
  - SIM! – Gritaram em coro.
  Entrámos. Lá dentro já se encontrava o Liam, á nossa espera.
  - Então, também paras-te lá fora? – Perguntou o Niall, ao Liam.
  - Sim, só lá estavam três raparigas… Provavelmente devem ter chamado as amigas. São umas queridas, temos de admitir!
  - Não haja dúvida!
  - O Harry? – Perguntei de imediato, estragando um pouco o contexto da conversa, mas pouco me importava, queria era saber do meu namorado.
  - Foi passar o dia com a família. – Respondeu-me o Liam.
  - Hum… Está bem. – Não fiquei desanimada de todo, sabia que isso era necessário, mas uma deu-me uma vontade estranha de ver a minha família também, estava com saudades.
  Para mim, pedi um hambúrguer duplo com extra de queijo e carne de peru, sem faltarem os molhos todos a que tinha direito, juntando-se uma Fanta Laranja e um pacote de batatas fritas bem tostadinhas. O Niall mandou vir um hambúrguer igual ao meu, pois tinha gostado do aspeto daquela sanduíche, mais um pacote de batatas fritas e um Ice Tea, não podia beber bebidas com gás, por causa do aparelho. O Liam foi o mais contido de todos: pediu o menu mais pequeno que havia; a sanduíche continha apenas: uma rodela de carne de porco, uma fatia de queijo, alface e tomate, sem molhos extra; bebeu uma Coca-Cola e dispensou as batatas fritas. Parece que andava a fazer dieta.
  - Eh, Liam… Contentas-te com tão pouco… - Comentei.
  - Ele é assim: quando mete uma coisa na cabeça, vai até ao fim; neste caso: anda com uma dietazinha em mãos, agora diz-me que está gordo! – Falou-me o Niall, pois o Liam achou que seria falta de educação responder com a boca cheia.
  - Ora, és como eu. Mas não concordo com o facto de dizeres que estás gordo, meu caro!
  - Sim, pois. Ana, despacha-te, ainda tens aulas de tarde! – Se não fosse o Liam a avisar-me estava completamente perdida nas horas.
  - Oh meu deus… Esqueci-me completamente! – Devorei o que me restava do hambúrguer e segui com a bebida e as batatas nas mãos.
  Estranho, já não estavam aqui fãs nenhumas, o gerente do restaurante deve tê-las afastado. Seguimos de carro até ao parque de estacionamento junto da escola. Agradeci a boleia e tornei ás aulas. Estes ficam a passear um pouco pela cidade; faziam tensão de me levarem a casa, era mesmo queridos!

NIALL
  Depois de um almoço como aquele, nada melhor de que um belo passeio pelo jardim. De repente, senti o telemóvel tremer no meu bolso, olhei, era uma mensagem do Zayn, comecei a lê-la. Era um pouco comprida, dado que demorei um pouco a acabá-la. Estava na parte final, ao que senti um forte embate. Olhei em meu redor e deparei-me com uma rapariga muito bonita.
 
- Oh, desculpa… - Dizia ela, olhando para o chão enquanto amanha todas as folhas que deixara cair. Baixei-me e ajudei-a.
  - Eu é que te peço desculpa, vinha distraído a olhar para o telemóvel… - Perdi o Liam de vista, ora bolas!
  - E eu vinha ocupada a rever a matéria para a… - Levantamo-nos ao mesmo tempo, quando olhámos nos olhos um do outro. Ela tinha uns olhos verdes, com mistura de um castanho suave que lhe davam um toque de gata. Era muito bonita. –
  - Niall Horan. – Apresentei-me.
  - Vera James. – Apresentou-se também. – Eu acho que te conheço de algum lado, mas de onde?!
  - Pois, não sei… Vemo-nos por aí? – Ela estava atrasada para a aula, se bem que não me importava nada de ficar mais um pouco.
  - Claro! – Sorriu-me ternamente. – Trocamos números?
  Acenei-lhe que sim. Trocamos então os números de telemóvel. Ela seguiu o seu caminho e eu segui o meu. Cheguei ao carro e lá estava o Liam á minha espera, no lugar o pendura, com um sorriso de orelha a orelha.
  - Uau! – Soltei um desabafo assim que assentei e coloquei as mãos no volante.
  - Esqueceste-te que te falta a Ana, amigo?
  - Oh, já nem me lembrava!
  - Pois, então e o que é que foi aquilo ali atrás, dizes-me? – Perguntava-me, curioso.
  - Então, foi mesmo aquilo que tu viste…

27 fevereiro 2012

The Heartbeats of One Direction - XVII Capítulo


RAQUEL

  - Vá meninas, vamos para o quarto e eu explico-vos tudo, isto claro se o meu fofinho não se importar, importaste? – Disse eu olhando para o meu namorado, agora sim poço dizer que é o MEU namorado, mas depois lembrei-me que ele ainda não me tinha pedido em namoro.
  - Claro que não me importo, mas primeiro tenho que fazer uma coisa. – Disse o Zayn ajoelhando-se.
  - Mas o quê que estas a fazer? – Disse eu muito atrapalhada e a começar a sentir-me muito corada, todos eles se riam e a Inês e a Ana a olharem para aquilo, maravilhadas.
  - Raquel, meu amor, queres namorar comigo? – Perguntava-me ele com aqueles olhinhos a brilhar.
  Eu nem sequer respondi, dei-lhe logo um beijo muito apaixonado.
  - Bem, parece que sim – Afirmou o Zayn com um sorriso.
  - Este mel é todo muito bonito mas eu estou com sono; quanto a vocês não sei mas eu vou-me deitar! – Disse a Ana sorrindo para o Harry.
  Pensando nisso tenho de falar com ela, pois já reparei na troca de olhares que ela e o Harry estiveram o tempo todo a fazer á hora do jantar.
  - Sim tens razão Ana, mas ainda não combinamos o que vamos fazer amanha, ou vocês estão com a ideia de acordar e ir logo para casa? Mesmo se tivessem com essa ideia esqueçam-na! – Disse o Louis.
  - Mas ainda agora ouvimos que Londres esta em alerta laranja… - Disse Inês.
  - Sim, tens uma certa razão mas isso não quer dizer que não possamos divertir-nos não acham? – Argumentei. – Tive uma ideia!
  - Oh meu deus, quando ela tem uma ideia quer dizer que não vem daí coisa boa.
  - Não, esta ideia é uma ideia espectacular! Eu sei que a Inês e a Ana gostam de cantar tal como eu e até cantamos bem, tenho que admitir, e se amanha fizéssemos uma tarde de canto só que uns contra os outros? Ou seja, eu a Ana e a Inês contra o Zayn , o Louis e o Harry? E os que ficavam de fora decidiam quem ganhava, mas íamos alternando… O que é que acham?
- Vocês dizem que o «meu amor» não tem boas ideias mas eu até acho esta ideia ótima! – Comentou o Zayn.
  Como toda a gente concordou, despedimo-nos uns dos outros e fomos para os quartos, mas com isto não consegui perceber quem é que ia ficar a dormir no sofá, amanhã pergunto ao meu namorado, o meu namorado? Eu ainda nem acredito em tal coisa, um rapaz que eu não conhecia de lado nenhum nem sabia que era famoso só depois mais tarde vim saber, é o meu namorado! Eu acho que me vou beliscar para ver se isto é um sonho.
  - Ao! – Disse eu e comecei-me a rir da minha figura.
  - Raquel, DORME! – Disse-me a Ana com voz de ensonada.
  Eu nem sequer respondi, mas continuei a rir só que em silêncio.
  - BOM DIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
  Eu a ouvir isto só podia ser a Ana, já me tinha esquecido que ela era muito energética logo pela manhã.
  - Acordem dorminhocas! Temos de ver as músicas que vamos cantar, isto é se quiserem ganhar, claro! – Disse a Ana a saltar por cima da cama que fez com que esta abanasse toda.
- Ai, Ana, calma ainda é cedo… Vala deixa-nos ficar mais um pouco na cama. – Pediu a Inês, coitada, notava-se que estava mesmo com sono, mas quando a Ana mete uma coisa na cabeça, ela não a tira por nada deste mundo, por isso acho que ela não vai ter muita sorte.
  - Qual cedo qual quê! Levanta-te Maria! Tu também, Raquel; não te faças de surda!
  - Já estou levantada. – Resmunguei.
  - Alguém sabes se eles já se levantaram? – Disse a Inês
  - Hum, quer dizer: para te levantares é preciso não sei lá o quê e para saberes deles ou neste caso do Louis… – Disse eu para provoca-la um pouco mas ela ficou tão vermelha de estar envergonhada, não acabei a frase, pois a Ana completara-a.
- Inês, não precisas de ficar envergonhada. Até eu que te conheço á pouco tempo já notei que sentes algo pelor ele.
- Fogo, nota-se assim tanto?
- Um bocadinho, mas vá, vamos arranjar-nos que esta quase na hora do almoço e ainda nem sequer preparamos as músicas - Disse eu a olhar para o relógio e a calcular que nos íamos atrasar.
- Todas nós conhecemos aquelas músicas deles, certo? Porque não cantarmo-las em versão feminina? – Sugeriu a Inês.
- Ótima ideia, olha eu cá não me importo nada, assim até lhe fazemos uma surpresa. – Sorri-lhes.
  Ficamos ali a ensaiar as músicas e depois fomos arranjarmo-nos. Quando estávamos prontas, descemos e fomos para a sala e lá estavam eles á nossa espera; o Zayn nem esperou e foi logo beijar-me, foi um querido.
  O Harry também logo que viu a Ana, levantou-se e foi cumprimentar-lhe com dois beijinhos em cada bochecha e com um enorme sorriso na cara.
  - Bem meninas, já sabem o que vão cantar hoje á tarde? – Perguntou o Louis.
  - Sim claro que já sabemos, vamos cantar as vossas musicas mas num cover feminino. – Exclareceu a Inês.
  - Quero ver isso quero… – Gozou do Liam.
  - Nós cantamos muito bem para tua informação. – Explicou a Ana a provocar o Liam. O Harry, ao ver isto, tive um ataque de ciúme descomunal e vai foi a cozinha acabar de preparar o almoço. A Inês, que ao ver o que se passava, foi falar com ele enquanto eu fiquei na sala com o Zayn.
  - Dormiste bem, amor? – Perguntou-me o Zayn.
  - Sim dormi, mas dormia melhor se tivesses dormido comigo. – Picáva-o um pouco, depois ficamos ali ao beijinhos.
- Epá, arranjem um quarto! – Troçou a Inês, ao sair da cozinha com cara de caso após ter falado com o seu melhor amigo, Harry.
- Podíamos ter ser nós… – Sussurrou o Louis para si mesmo.
- O quê?! – Disse a Inês, disfarçando a felicidade.
- Afinal, quando é que a comida está pronta? – Não precisei de olhar para ver quem se manifestava, pois o comilão cá de casa é o Niall, por isso, só podia ser ele a perguntar aquilo.
- Está pronta; espero que gostem, admito que eu não sou lá muito bom cozinheiro… – Disse Harry cabisbaixo ainda a pensar na Ana.
- Desde que seja comida, eu cá enfardo tudo! - Quando o Niall disse aquilo, toda a gente se desatou a rir.

Depois do almoço


  - Estão prontos para perder? – Perguntou a Ana com aquela cara desafiadora mas ao mesmo tempo cativante.
  - Ahahah tens uma piada… Vocês é que têm que estar prontas para perder. – Repostou o Louis. 
  - Vamos lá ver isso! – Iniciou a Inês, provocando Louis, notava-se mesmo que ela estava a começar a sentir algo pelo Louis.

  A primeira música que cantámos foi «I wish». Recebemos uma votação de 10 pontos numa escala de 0 a 10; a seguir, os meninos cantaram a mesma música e a Ana fez uma coisa que eu não estava á espera: começou a cantar com o Harry, um á frente do outro, e a única coisa a separar os suas bocas eram os microfones. Quando a música acabou, saíram dessa posição e fingiram que nada se tinha passado mas muito envergonhados, pudera, lá estou eu com os meus «feelings» e este diz-me que aquilo vai dar em namoro.
  - Então e nós, quanto é que tivemos numa escala de 0 a 10? – Perguntou o Louis, ele levava este jogo mesmo a peito!
- Também merecem 10, ainda por cima com a ajuda da Ana a cantar, foi um momento muito comovente; acho que aqui o Niall deitou uma lágrima e tudo! – Gozou o Liam.
- Que engraçadinho que tu és! Mas sim realmente as vossas vozes ficam lindíssimas juntas, o que vais seguir após finalizares o 12º ano, Ana? – Questionava-me o Niall. Uau, sentia-me lisonjeada.
- Designer, gosto de “enfeitar” eventos, até mesmo desenhar fatos mas porquê?
- Tinhas uma boa carreira de cantora assim como a Raquel e a Inês que também têm excelentes vozes!
- Obrigada – agradecemos em coro.

Após de termos cantado o álbum inteiro dos “One Direction”, eu estava a ficar rouca mas não me apetecia parar até que reparei que o Harry tinha a consola Wii com o jogo just dance 3 e eu sei que a Inês adora jogar esse jogo e como me lembro da Ana no nosso 9º ano adorar as aulas de educação física quando era dança calculei que ela também gostasse, então sugeri jogarmos todos e eles concordaram.
  Chegou a minha vez de dançar com o meu Zayn, coitado, ele que não gosta lá muito de dançar, mas fez um sacrifício e dançou comigo que querido, claro que eu ganhei.
  - Ganhaste por sorte, para a próxima não ganhas!
  - Vamos ver isso amor.
  A Inês e o Louis a dançarem foi um máximo, mas mesmo assim a Inês ganhou mas por um ponto, não sabia que o Louis também tinha jeito para dançar.
- Estou estafada! – Desabafou a Inês.
- Vai beber água. – Pediu o Louis.
- Boa ideia!
- Já agora, eu também vou, espera por mim! – Disse o Louis


Na cozinha
INÊS
  Opá… Porque é que os copços estão no armário lá de cima? Assim não chego lá… Oh, vou ter de me colocar em cima deste banco.
  Peguei em dois copos e quando era para sair do banco desequilibrei-me mas não cai no chão.
  - Apanhei-te!
  - Obrigada. – Soltei um suspiro, olhando para os magníficos olhos que o Louis tinha, mas recompus-me e depois de beber agua voltei para a sala e não queria acreditar o que estava a ver.

RAQUEL

 
- Ai! – Disse a Ana com uma voz de sofrimento.
  - O que se passou? Fui ali á cozinha por meros segundos, chego aqui já estás tu estatelada no chão a apoiar o tornozelo cheia de dores, aposto que o torceste! – Calculou a Inês.
- Agora que eu estava a ganhar ao Harry!
- Eu levo-te ao hospital de carro assim, não podes ficar, meninos e meninas fiquem aqui que nos já voltamos.
- Diz alguma cena quando chegares lá! – Pedi, super preocupada.

No carro
ANA CRISTINA

  - Ai, dói tanto… 
  - Tem calma fofinha, estamos quase a chegar!
  Fofinha? Desde quando é que ele me chamava aquilo? Também não queria saber, pois não me importava, até pelo contrário.
  Quando chegamos às urgências fui logo atendida. Os médicos foram muito simpáticos disseram que foi só um entorse, para a semana já estaria boa.
  - Harry?
  - Diz – Disse-me ele com um sorriso na cara, aquele sorriso mesmo querido que ele tem.
  - Obrigada por me trazeres ao hospital, foste um querido a sério, estou-te grata!
  - Oh, não tens que agradecer! – Sussurrando um tipo de frase que eu não consegui perceber: - por ti faço tudo…
  Não dissemos mais nada durante a viagem para casa, mas como eu odeio o silêncio tive que falar e a primeira coisa que me veio á cabeça foi:
  - Amo-te!
  - O quê? O que disseste? - Disse o Harry muito surpreendido.
  - Han? O quê? Eu não disse nada, andas a ouvir coisas Harry! - Que estúpida Ana, só sabes dizer disparates.
  - Ana?
  - Diz!
  -Amo-te!
  E sem me deixar responder beijou-me, eu apesar de ficar surpreendida retribui.

  Chegámos a casa. Dizendo pouca coisa, referi-lhes apenas de que estava cansada e precisava de descansar um pouco. Fui para o quarto do Louis, ao que o Harry, acho que fez o mesmo, mas no seu. Estava muito confusa…

26 fevereiro 2012

The Heatbeats of One Direction - XVI Capítulo


ANA CRISTINA

  Acabado o jantar. Fomos sentar-nos junto da lareira e aí ficámos durante algum tempo a ver televisão e a partilhar algumas histórias de vida. Quando olhei para o telemóvel, marcava as 00:45 horas. Ouviam-se janelas a ranger com o vento, aquele vendaval assustava-me; estava mesmo mau, chovia a potes e deu-se um inicio de trovoada. Durante o tempo que aqui estivemos, ocorreu uma sucessão de acontecimentos muito estranhos que me fizeram trocar olhares cúmplices com a Inês; um deles, foi o facto de, quando nos sentámos nos sofás, a Raquel sentou-se ao colo do Zayn e este abrigou-a com os braços. Seguiu-se outra situação em que, por momentos, ambos trocaram impressões que só eles puderam ouvir por as terem trocado ao ouvido um do outro. Não fomos só nós a dar conta disto, os restantes membros do grupo também se aperceberam; incluindo o Liam que se ria á brava das nossas caras, provavelmente já sabia mais do que nós todos!
  - Ups… Já é um pouco tarde, talvez seja melhor ir-mos embora, não? – Disse eu.
  - Nem pensar! – Protestou o Harry, de imediato. – Já viram o temporal que está lá fora e as horas que são?
  - Nem eu vos deixava sair a uma hora destas, com ou sem temporal! – Completava o Louis.
  - Mas nós íamos de carro… - Argumentava a Inês.
  - Não interessa, só da tempestade lá de fora… - O Liam não acabou a frase, pois parámos todos por uns minutos, enquanto uma notícia de última hora dava conta de um alerta laranja que se criara em volta de Londres. – Ouviram o mesmo que eu? Alerta laranja, alerta laranja…
  - Parece que não vale a pena protestar mais, não é? – Finalizou a Raquel, olhando fixamente para o Zayn.
  - E como é que vai ser a nossa vida? – Perguntou a Inês, referindo-se á noite que se seguia.
  - Raquel, come on! – Pediu o Niall, fazendo-a levantar-se no sofá, preguiçosamente.
  Foram os dois lá a cima. Demoraram cerca de quinze minutos e só se ouviam moveis a arrastar e gente a rir lá em cima. Quando regressaram, informaram-nos de que estava tudo pronto.
  - Tivemos uma trabalheira medonha a arrumar as vossas tralhas, meus senhores! – Dizia o Niall. – Então é assim: no quarto do Louis, porta verde marinho, ficam as meninas. No Quarto do Harry cabem lá três rapazes e dois dormem aqui no sofá-cama.
  - Tralhas… Fala por ti… - O Louis olhava-o com indignação.
  - Eu? Eu que deixo sempre tudo arrumadinho e em ordem? Nem penses… Vá, toca a despachar, my ladies.
  Fomos andando para os quartos. Com quase todos dentro dos seus aposentos, reparamos que faltava-nos uma miss, a Raquel. Levantei-me e fui á procura dela. Quando abri a porta que ligava ao corredor…
  - Raquel? Zayn? – Estava em estado meio-choque. Meio, porque já desconfiava de um relacionamento futuro entre os dois. Choque, porque pensava que nos dissessem alguma coisa. Apanhei-os aos beijos em pleno corredor. Olharam para mim com um ar de atarantados.
  - Olá… - Foi giro terem-no dito em coro. Quando demos por nós, estava a Inês a espreitar aquele aparato. A ela tinham-se chegado o Louis e o Harry, de boxers, que vista! E o Liam e o Niall vinham a subir as escadas.
  - Hei, tanta gente… Até parece que há fogo… - Começava a Raquel, a tentar escapar ás acusações.
  - Não parece. Há fogo! – O Niall estava passado! – Tencionavam esconder-nos isto até quando?
  - Isto?! – Novamente em coro, a Raquel e o Zayn.
  Olhei de soslaio para a Inês e esta estava a pronunciar as palavras «oh, que queridos!» com o Louis, relativamente ao parzinho. Este sorriu-lhe e quando a Inês entrara no quarto, pronunciou «podíamos ter sido nós…»
  - O quê, Louis?! – Perguntei.
  - Nada, nada…

The Heartbeats of One Direction - XV Capítulo


INÊS

  Eu e a Ana chegamos a casa e pousamos os sacos das compras em cima da mesa. Estava estafada e atirei-me para o sofá;  há 3horas que não descansava as pernas! A Ana sentou-se ao meu lado, e sem quer, deu um salto, pois tinha-se sentado em cima do telemóvel e este vibrara: era uma SMS do Harry. Aqueles dois... A Ana olhou para mim a sorrir.
  - Que se passa? - Perguntei-lhe eu.
  - Foi o Harry que me mandou mensagem. - Ela estava radiante.
  - Isso eu sei! O que é que ele queria? – Perguntei.
  - Perguntou se nós queríamos ir ter com eles a casa do Harry, para de pois irmos ao Famoso museu de cera e depois irmos jantar a casa dele. - Ela estava com os olhos a brilhar.
  - E o que é que tu disseste?! - Como eu não sobe-se a resposta.
  - Eu disse que sim. Achas que fiz mal?
  - Achas mesmo?! - Como é que ela me podia fazer aquela pergunta?
  - Tens razão! Então vamo-nos despachar para irmos ter com eles! - Finalmente ela percebeu.
  - Sim, vamos!
  Fomos as duas para os respectivos quartos. Abri o armário. Sinceramente, não gosto muito de me produzir, por isso sabia bem o que ia vestir. Tirei uns calções e um casaco de lã. Fui até á gaveta e tirei uns colans, uma blusa e um cachecol.
  Penteie-me e calcei os ténis. Estava prontíssima para sair. Esperei pela Ana na sala. Passados alguns minutos ela desceu.
  - Que achas, estou bem? - A Ana ficava nervosa sempre que ia ter com o Harry.
  - Estas óptima! - Sorri-lhe.
  - Obrigada, tu também estás linda! - Acho que corei com este elogio da Ana.
  - Obrigada. - Sorri e saímos de casa em direcção a casa do Harry.
  Quando chegamos, fomos estacionar. Chegamos á porta de casa e a Ana tocou á campainha. Do outro lado ouviu-se um ruído estranho e depois...
  - Minhas Lindas, esperem só um bocadinho! - Quem terá dito aquilo? Fiquei sem perceber se foi o Liam ou o Niall. Em fim... Eu e a Ana esperámos cerca de dez minutos. O que seria que aqueles quatro andavam a fazer lá dentro?!
  Finalmente o Harry veio abrir a porta.
  - Desculpem, tivemos uns problemazinhos ali dentro! - Ele estava um bocadinho cansado.
  - Não faz mal. - A Ana sorriu.
  - Mas vá, não fiquem aqui fora que hoje esta frio... Entrem! - Pediu-nos o Harry com a sua voz suave e quente.
  Entrámos e estava o Liam e o Niall sentados no sofá da sala.
  - Olá, meninas! - Disse o Niall.
  - Olá! - Sorri.
  A Ana e o Harry sentaram-se no sofá lado a lado, e quando eu me ia a sentar ao lado do Niall oiço o Louis chamar.
  - Inês, Niall e Liam, venham cá acima se faz favor.
  Nunca tinha ido lá a cima. Provavelmente, era onde ficavam os quartos do Louis e do Harry. O Liam e o Niall levantaram-se do sofá, e encaminharam-se até às escadas. Eu fui mesmo atrás deles, porque não fazia a mínima ideia de como seria a casa lá em cima. Subimos as escadas, quando chegamos lá a cima...
  - Como ainda não conhecias esta parte da casa, esta porta branca da para o quarto do Harry e aquela ali ao fundo meio azul e verde é a do quarto do Louis, e agora vamos para ali. - Disse o Niall no fim, apontando para uma porta.
  - Aquilo vai dar a onde? - Perguntei eu, curiosa.
  - Já vais ver! - O Liam não me adiantou nada.
  Fomos então em direcção á porta; o Liam abriu-a, entrou e depois dele entrei eu e o Niall.
  - Bem-vinda á Varanda do primeiro andar, com vista sobre um bocadinho de Londres. - Disse o Louis a olhar para o horizonte.
  - Olá Louis, e obrigada! - Disse eu.
  O Louis voltou-se para nós os três.
  - Hoje estás mais linda do que antes! - Olhou para mim a sorrir.
  Eu corei. O Liam e o Niall começaram a rir. Como seria de esperar!
  - Obrigada! - Que mais podia eu dizer perante tal elogio?!
  Sentamo-nos os quatro nos sofás que lá estavam e ficamos na conversa. Eles explicaram que o objectivo era que o Harry e a Ana ficassem sozinhos. Também era óbvia a intenção daqueles três. Eram 18 horas e o Zayn e a minha irmã ainda não tinham chegado. E como tínhamos de ir andando para o Museu da Madame Tussauds, o Niall ligou ao Zayn, mas ele não atendeu.
  - Bem, vamos descer para ver-mos se o Harry sabe alguma coisas deles os dois. - Disse o Louis.
  - Esta bem! - Sorri. Era evidente que a minha irmã e o Zayn se tinham tornado super, super amigos.
  Descemos e fomos até a sala.
  - Então, já desceram? - Disse o Harry no gozo.
  - Sim, e está na hora de irmos andando para o Museu. - Informou o Liam.
  - Ah ok. - Disse o Harry.
  - Então e a Raquel e o Zayn? - Perguntou a Ana.
  - Pois, esse é o problema... Não sabemos deles e o Zayn não atende o telemóvel. - Disse eu.
  - E já ligaram para a Raquel? - Perguntou o Harry.
  - Ela não tem o telemóvel consigo, deixou-o em casa. - Informa a Ana.
  - Então se calhar e melhor irmos andando, vamos tentando ligar para o Zayn pelo caminho, e se ele não atender, depois quando vir as chamadas ele liga de volta. - Sugeriu o Liam.
  - Acho boa ideia. - Disse eu.
  Assim foi. Fomos em direcção ao museu de cera, pelo caminho tentamos ligar ao Zayn, mas era escusado, ele não atendia. Chegamos ao museu. Estivemos lá cerca de duas horas, quando saímos eram 20:30 horas. Senti o meu telemóvel a vibrar, quando fui ver quem era, reparei que era o Zayn.
  - Zayn! - Disse eu a falar um bocadinho mais alto para que os outros ouvissem.
  - Olá, olha desculpa não ter atendido as vossas chamadas. - O Zayn estava com uma voz diferente.
  - Não faz mal. Está tudo bem?
  - Sim está, não se preocupem, nós vamos agora para casa do Harry para jantarmos todos. - Informou ele.
  - Está bem! Nós também estamos a ir agora para casa. Viemos ao Museu da Madame Tussauds.
  - Fizeram bem!
  - Então já nos encontramos em casa. - Disse eu.
  - Até logo. - Depois de me despedir do Zayn desliguei a chamada.
  Fomos para casa. Quando lá chegamos o Zayn e a minha irmã ainda não tinham chegado. Fomos todos para a cozinha preparar o Jantar. A Ana e o Niall puseram a mesa, o Liam e o Harry fizeram a comida e eu e o Louis fizemos a salada, como é óbvio tinha muitas cenouras! Eu e ele adoramos cenouras. Passado 45 minutos estava tudo pronto. Ouvimos a porta a bater, tinham sido eles a chegar. Fomos até á sala, mas para nosso espanto...
  - O que e que vos aconteceu? - Fiquei chocada.
  - Então, nós estávamos a passear e começou a chover! - Explicou a minha irmã a rir.
  - Olhem bem para as mãos deles. - Pediu o Harry.
  Quando olhámos, estavam de mão dada, mas logo se separaram. Nós não dissemos nada. Mas rapidamente percebemos o que mais ou menos se tinha passado. Fomos jantar. O jantar foi bastante divertido! Mas este jantar teve um pormenor, os lugares da mesa foram alterados. A Ana estava á frente do Harry, a minha irmã estava ao lado da Ana e á frente do Zayn, eu estava ao lado dela e em frente ao Louis e ao meu lado estava o Niall que tinha á sua frente o Liam. Durante o jantar eu bem reparei nos olhares que o Harry mandava á Ana. Para aqueles dois qualquer dia era «dia santo». Mas houve uma coisa que se passou durante todo o jantar que não era normal, o Zayn e a Raquel quase não falaram durante o jantar e fartaram-se de trocar olhares e sorrisinhos, era obvio que havia alguma coisa entre eles. Enfim, esperei que chegássemos a casa para falar com a minha irmã.

23 fevereiro 2012

The Heartbeats of One Direction - XIV Capítulo


RAQUEL

  Passou-se uma semana mexida de emoções. Eu dei início á minha nova vida na Faculdade de Medicina, fiz amizades logo na primeira semana, o que era algo de que eu ansiava bastante. Entretanto, a minha irmã ligou para a agência de onde foi admitida como estagiária e estes disseram-lhe que iniciaria o estágio na semana seguinte, ela estava mesmo radiante e eu estava por ela também. A tia da Ana ligou-lhe na quarta-feira para lhe dizer que tinha tratado do negócio da transferência e mudava-se para cá em plena época natalícia – um novo problema: será que a Ana continuava a viver connosco, ou a tia obrigara-a a mudar-se com ela para as novas instalações? Isso logo se veria… Por falar em «Ana» e «novas instalações», foi aceite na escola em que fizera a primeira inscrição, uma sorte!
  Hoje, eu e as raparigas tinha-mos planeado passar-mos uma tarde em comunhão com o shopping, seguida de uma sessão de cinema, havia que aproveitar o fim-de-semana. Mas… Aliámos os planos para o dia seguinte, dado que o Zayn me convidara para sair e eu aceitei logo, como era óbvio! E é claro que surgiram aquelas boquinhas engraçadas, de imediato.
  Marcámos o encontro para as 17 horas, quando este me viria buscar a casa. Olhei para o pulso e o mostrador marcava as 14 horas. Despi a roupa que trazia vestida e escolhi um visual mais feminino; maquilhei-me e no meio desta cegada faltavam dez minutos para a hora marcada. Encontrava-me sozinha em casa. A minha irmã e a Ana tinham ido às compras, para abastecer o frigorífico, que já andava a precisar.
  Sentei-me no sofá a ver um pouco de televisão ao que me assustei com o toque da campainha, fui abrir.
  - Cedo de mais? – Era o Zayn. Este também se vestiu a rigor.
  - No ponto! – Brincava eu. – Vamos?
  - Sem antes te dizer que hoje estás ainda mais bonita.
  - Olha que tu não me ficas nada atrás!
  - Oh, assim vou corar…
  Começamos a caminhar em direção ao local destinado, pelo caminho falávamos de tudo o que nos vinha a cabeça para abafar o silêncio constrangedor que se fazia sentir naquele momento. Notava também um estranho nervosismo na voz dele, o que não me parecia normal vindo do Zayn.
  - É pena o tempo estar assim… - Queixava-se ele, enquanto olhava para o céu que avizinhava uma grande carga de água. – Se não levava-te á praia…
  - Á praia em Setembro?
  - Sim… Não era a primeira vez que acontecia.
  - Estranho… Em Portugal o tempo começa logo a mudar assim que mudamos de mês, parece magia! – Explicava-lhe.
  - Um dia quero que me leves lá! – Realmente, mostrava uma grande vontade em querer conhecer Portugal.
  - Claro que sim, tenho muito prazer em mostrar-te o meu país.
  Quando demos por nós, estávamos num grande monte, rodeado por diversas árvores, inúmeras. Dali conseguia ver-se um pouco de Londres, com uma vista incrível.
  - Olha ali aquele barco, mesmo fixe!
  - Onde? Não consigo ver! – Protestava. Não tinha culpa de ser mais pequena e a minha vista não conseguir abranger todos os pormenores.
  - Anda cá. – De repente, senti alguém a agarrar-me. Era o Zayn que me colocou ás suas cavalitas para conseguir ver melhor. Ri-mos os dois, ternamente. – Assim está melhor?
 - Muito melhor. E sim, é encantador… Quem me dera que um dia pudesse dar uma voltinha nele…
  - Ai sim? – Esta minha frase deixara-o um pouco pensativo, até um pouco distante. – Raquel?
  - Sim, Zayn?
  - Eu quero dizer-te uma coisa…
  O Zayn foi interrompido por uma pinga de água que lhe caíra mesmo a meio da testa, o que achamos uma graça enorme e desatamos a rir novamente.
  - Dizias? – Pedi-lhe que continuasse. Aquela conversa estava a deixar-me nervosa.
  - Eu quero que saibas que eu… - Encravara. Definitivamente, encravara e não conseguiu arranjar nos próximos dez segundos que se seguiram, juntos a um novo constrangedor silêncio. E á festa, vieram mais pinguinhas que desta vez, fui eu o alvo escolhido. Em pouco tempo estávamos encharcados com tantas gotas que nos caíam em cima.
  - Vamos… - Peguei-lhe na mão para começar a correr, mas este trocou-me as voltas.
  - Espera…
  Desta feita, sentiu puxar o meu braço acabando os dois um contra o outro. Eu olhava para ele no meu olhar mais inocente e reparava que os seus olhos se tornaram mais verdes do que castanhos, o que não era habitual. As nossas cabeças foram-se aproximando cada vez mais, estando a escassos centímetros dos seus lábios, ao que estes se cruzaram. Senti uma explosão de alegria por dentro. E assim ficámos durante uns longos minutos; a água da chuva escorria-nos pelo corpo, mas pouco nos importava.

The Heartbeats of One Direction - XIII Capítulo


INÊS

  Fomos então ter a casa do Harry. Quando lá chegamos, tínhamos o Harry á porta à nossa espera. Provavelmente teria ouvido um carro a chegar. Saímos do carro e fomos até á porta!
  - Olá, meninas! – Disse o Harry com um sorriso na cara assim que olhou para a Ana.
  - Olá! – Eu e a Ana falamos em coro.
  O Harry começou-se a rir.
  - Então, vão ficar os três ai á porta a falar, ou querem entrar?! – Ouvi o Liam gritar do lado de dentro da casa.
  - Sim, é melhor entrarmos! – O Harry sorriu e eu e a Ana entramos, e logo a seguir entrou ele.
  - Olá meninas! – Gritou o Niall, na brincadeira.
  - Olá rapazes! – Disse eu a sorrir.
  - Olá – A Ana ainda não estava habituada a estar com eles. Para dizer a verdade eu também não, ainda só estava em Londres à duas semanas… Ainda era tudo muito recente.
  - Venham sentar-se aqui ao pé de nós. – Pediu-nos o Louis. Eu e a Ana sentamo-nos no sofá. Eu estava entre o Louis e o Harry e a Ana estava sentada ao lado do Harry e do Niall. Estávamos todos na conversa. Eles eram de facto muito queridos e bastante divertidos! A certa altura os Louis olhou para mim, a sorrir.
  - Que se passa?! – Perguntei eu.
  - Nada… Vens comigo até ao jardim?
  Não respondi logo. O Harry ouviu o pedido do Louis, deu-me um encontrão no ombro e sorriu. Eu sabia bem o que aquele sorriso queria dizer… Ultimamente eu tinha desabafado muito com o Harry e ele tornou-se no meu melhor amigo, sabia que lhe podia confiar tudo. Voltei a olhar para o Louis que ainda não tinha desviado o olhar de mim.
  - Sim, claro que vou! – Retribui-lhe o sorriso.
  Saímos da sala, o Louis abriu a porta que dava para o jardim e deixou-me passar. Sentamo-nos na relva em frente á piscina, estava sol e a água brilhava.
  - Vejo que já estas mais sorridente! – O Louis sorriu-me com aquele sorriso lindo.
  - Já, como te disse o tempo cura tudo! – Retribui o sorriso e voltei a olhar para a água.
  - Sim disseste, mas nota-se na tua cara que ainda não estas como estavas quando te conheci há umas semanas…
  - E é verdade, não estou… - Baixei o olhar.
  -Não baixes a cara. Quero que saibas uma coisa.
  - O quê? – Perguntei eu. Não estava a perceber ao que é que ele se estava a referir.
  - Quero que saibas que podes confiar em mim, estarei aqui para tudo aquilo que tu precisares!
  - Obrigada! É bom saber com quem podemos contar nestes momentos! – Voltei a sorrir.
  Deitei-me de barriga para baixo na relva.
  - Queres contar-me o que se passa?
  - Sim…
  O Louis sorriu e deitou-se ao meu lado. Contei-lhe tudo, da mesma maneira que tinha contado á minha irmã. No fim, eu tinha voltado a ficar com aquela cara, apagada.
  - Não fiques assim… - Ele tentou confortar-me.
  - Sabes, não é fácil…
  - Eu sei, mas… - O Louis foi interrompido pela campainha. Provavelmente deveria ser a minha irmã.
  - Ele não te merece… - Olhou para mim e sorriu.
  Comecei-me a sentir muito melhor. Aquelas últimas palavras dele fizera-me sentir maravilhas.
  - Tens razão! – Limpei as lágrimas e olhei para ele.
  Ele voltou a sentar-se.
  - Vai um abraço?!
  - Claro! – Eu estava feliz.
  Sentei-me novamente e abracei-o. O abraço durou uns longos minutos. Não durou mais porque fomos interrompidos pelos restantes que estavam na sala e que assim que a minha irmã chegou decidiram vir até ao jardim.
  - Oh, que queridos! – Disse o Zayn no gozo. O que já seria de esperar, ele é sempre um fofo.
  - Não sejas assim! – Disse-lhe eu na brincadeira.
  O Louis fez um olhar ao Harry. O que será que aquilo quer dizer?
  - Nós vamos dar uma voltinha e depois vamos jantar. – Informou-nos o Niall.
  - Vocês vêm? – Perguntou o Liam.
  - Claro! – Afirmei eu.
  Eu e o Louis levantamo-nos do chão e fomos lá dentro buscar as nossas coisas, e saímos. Foi um passeio bastante agradável, quando a companhia é boa tudo é bom. Fomos até um café bastante acolhedor jantar… Durante o jantar fartamo-nos de rir á conta uns dos outros. Estes rapazes são realmente uma preciosidade rara.

21 fevereiro 2012

The Heartbeats of One Direction - XII Capítulo

                                                                       ANA CRISTINA




  Acordei sobressaltada com o barulho de alguém que levantava a persiana. Esfreguei os olhos, relaxei e espreguicei-me, era a Inês que me tinha vindo acordar para que me despacha-se a tempo para as inscrições no colégio que iniciavam hoje e decorreriam dentro dos próximos três dias. Olhei para ela e sorri-lhe, ainda pensativa sobre todas as emoções geridas do dia de ontem; primeiro foi a aceitação da minha tia, em ter-me deixado vir para Londres, ficar junto das minhas amigas; depois, seguia-se o ambiente mágico e acolhedor que este cidade linda e maravilhosa abrangia; e por último, a incrível sensação de ter conhecido os One Direction e principalmente: o Harry Styles, o grande Harry Styles falara comigo a sós! Sobre este último ponto acho que ainda não estava bem em mim.
  Despachei-me o mais rápido que consegui. Tomei o pequeno-almoço e saí com a Inês no seu carro, em destino ao colégio. Quando lá chegamos, vimos uma enorme placa que contemplava o nome «Sunset High School», aquilo era um espanto. Era mesmo muito grande, já para não falar da quantidade de gente que concorria para ganhar lugar. Chamávamos-lhe «colégio» porque era um nome que muitos estavam habituados a dizer, mas realmente, aquilo era mais uma mera escola do que propriamente um colégio. Foi uma das coisas que tinha ficado acordada com a minha tia, se vinha só para fazer um ano de ensino, para quê pagar já mensalidade por colégios privados?
  Feita a inscrição, o diretor avisou-nos, desde cedo, que havia muita gente a querer entrar e que seria normal que alguns alunos ficassem de fora, sendo automaticamente transferidos para uma nova escola não muito longe dali que, se não me engano, se chama «London Official School».
  Chamada On
  - Estou, meninas? – Parecia-me a voz do Harry.
  - Olá, fofinhos! – Respondeu-lhes a Inês.
  - Olá. – Disse timidamente.
  - Querem vir até cá a casa de tarde?
  - Deixa-me ver… - Neste momento, a Inês recordava-se de todos os planos que tinha para hoje. – Não temos nada marcado, acho que podemos ir, mas espera: a Raquel está na Faculdade!
  - O Zayn ligou-lhe á pouco para a avisar que quando saísse podia vir cá ter, acho que saí ás 16h.
  - Exato, então até já! – Despedi-me.
  - Até já! – O Harry e a Inês falaram ao mesmo tempo.
  Chamada Off

20 fevereiro 2012

The Heartbeats of One Direction - XI Capítulo


RAQUEL

  Segunda-feira, o pior dia da semana. Pelos vistos, aquela vontade de ficar na caminha e não nos querer-mos levantar para seja lá o que for nunca vai passar, nem mesmo depois dos dezoito anos. Mas ao menos pensara que era por uma boa razão: estaria a investir na minha carreira profissional. E só assim tinha forças para me conseguir colocar por cima dos lençóis.
  Tentei fazer o menos barulho possível, não convinha acordar ninguém. Despachei-me o mais rapidamente possível, não queria chegar atrasada ao meu primeiro dia de aulas. «E agora? Como é que eu seco o cabelo sem que ninguém acorde?!» perguntava-me a mim mesma. Teve de ser. Estava eu quase pronta para sair de casa quando me apercebi de uma presença a descer as escadas. Era a Inês.
  - Hei, onde é que tu vais tão cedo? – Perguntou-me ainda com ar de sono.
  - Para a faculdade, esqueceste-te?
  - Aiche, pois é, esquece-me completamente da data de hoje.
  - Pois, deu para reparar. Vá, vai dormir mais um pouco. Á tarde vais com a Ana tratar da inscrição no colégio?
  - Sim, no Sunset High School.
  - Okay, eu vou de autocarro para vocês poderem ir até lá no carro. Até logo.
  - Beijinhos, boas aulas.
  - Obrigada. – E sai. Era a primeira vez que sairia de casa para me deslocar até a uma «escola» em Londres, até mesmo para apanhar o autocarro de propósito para lá.
  O Liam tinha-me dito para lhe ligar quando saísse de casa mas pensei «é melhor não, talvez ainda esteja a dormir e não o quero acordar». Nestes últimos tempos, o Liam tinha-se tornado o meu melhor amigo. Sabia que podia confiar nele como ele também sabia que podia confiar em mim. Assustei-me. O meu telemóvel tremeu de repente no meu bolso, era o Liam.
  - Olá, princesa! – Ups, afinal não era o Liam que me ligava, mas sim o Zayn que me ligava do telemóvel deste.
  - Olá! – Disse, um pouco envergonhada. Não esta habituada a este tipo de tratamento.
  - O meu telemóvel resolveu ficar sem bateria durante a noite, então peguei no do Liam… Que por acaso acabou de acordar… Espera, hó! – O Zayn foi interrompido pelo Liam que o atropelara para me falar.
  - Oláaaa!
  - Olá, Liam! Fico contente por não se terem esquecido de mim. – Neste momento apercebera-me que a chamada ficara em alta voz, teria de falar para os dois.
  - Achas? – Dizia o Liam, indignado.
  - É claro que não. Agora que te conheci, nunca mais me esquecerei desta preciosidade. – Era óbvio que quem me falava era o Zayn.
  - Oh, Zayn, agora tenho o autocarro inteiro a olhar para mim de tão vermelha que estou!
  - Deixa estar, é para todos verem a beleza de rapariga que tu és.
  - Acho que de vermelha devo estar a passar para roxa! – Troçava. – Zayn, meu querido; Liam, meu amigo; vou ter de desligar, parece que cheguei ao meu destino.
  - Beijinhos, boas aulas, amo-te! – Fiquei confusa, juntara-se o Niall á conversa, e agora, quem teria dito a última frase?

  Cheguei. Perdi a conta às vezes que me devo ter enganado nos corredores até descobrir a minha sala de aula, por essa razão me levantara mais cedo, sabia que isso havia de acontecer.
  Finalmente a tinha encontrado, depois de ter pedido ajuda a um aluno mais velho e muito bonito, chamado Benito Germanotta. Era Italiano. Pelos vistos, aquela universidade era bastante conhecida. Pelo caminho, contara-me que era muito popular ali e quando terminasse o curso iria investir num estágio em Espanha e mais tarde abrir o seu próprio consultório, quiçá em Itália, ou em outro país diferente. Contou-me também que era um rapaz aventureiro e que gostava imenso de viajar e conhecer pessoas novas, era por isso que tinha necessidade de se instalar em diferentes regiões momentaneamente. E mais uns minutinhos e contava a sua vida toda, mas não podia ficar a ouvi-lo para sempre, tinha de entrar para a minha primeira aula de Biologia.
  Vi o professor passar por mim e entrei logo de seguida. Sentei-me numa carteira na segunda fila mas na primeira coluna. Encontrava-se vazia, mas não por muito tempo. Uns segundos depois de a porta de fechar entrou uma aluna, completamente apressada e notara-se que tinha andado a correr ás voltas pelos corredores, assim como eu, até encontrar a sala certa. Não haviam mais lugares á frente se não aquele ao meu lado, e foi nesse mesmo que ela se sentou.
  Olhei para a sua mão esquerda e reparei que tinha várias pulseiras ás cores, mas duas delas continham nomes. Uma dizia «Love», na outra podia ler-se «Inês».
  - Chamas-te Inês? – Perguntei-lhe de início. Era bom estabelecer já uma ligação de confiança.
  - Oh, não. – Respondeu-me a sorrir. – É o nome da minha melhor amiga, eu chamo-me Laura e sou Portuguesa, infelizmente. E tu?
  - Eu sou a Raquel e olha a coincidência: também sou Portuguesa. «Infelizmente»?
  - Sim… Por mim tinha nascido cá. Era o meu sonho desde criança, poder frequentar uma escola em Londres, quem sabe, poder viver aqui e arranjar um trabalho suscetível.
  - Meninas, por favor, silêncio! – Saltamos as duas da cadeira, quando o professor nos gritou. Realmente era melhor voltar á aula e concentrar-me no meu trabalho.